Visualizador de Visitas

OBRIGADA

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ministro diz que maioria dos partidos da base apoiam plebiscito

  • A presidente Dilma Rousseff se reúniu com os presidentes dos partidos que compõem a base aliada no Congresso
    A presidente Dilma Rousseff se reuniu com os presidentes dos partidos que compõem a base aliada no Congresso
Após reunião na manhã desta quinta-feira (27) da presidente Dilma Rousseff com os presidentes dos partidos da base aliada do governo federal no Palácio do Planalto, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é presidente do PSB, disse que a base aliada pretende ajudar a presidente e que "majoritariamente" os partidos concordaram com a ideia de fazer um plebiscito sobre a reforma política.
O ministro da Educação Aloizio Mercadante, que falou em nome do Planalto, também disse haver consenso na base aliada. "Vamos tratar do que é essencial, das balizas. O plebiscito vai nortear e balizar a reforma. Tem que ir no cerne do problema", disse Mercadante
"Dá para fazer uma reforma política sem ouvir a sociedade? Todos foram unânimes em dizer que temos que ouvir. Pode ser até que tenha alguém que pense em ouvir depois, mas, majoritariamente, entende-se que é preciso ouvir antes", disse Campos em referência à realização do plebiscito, que ouve a população antes que o assunto se torne lei, sobre a reforma política. Já o referendo, alternativa defendida pela oposição, ouviria a sociedade depois que a reforma já tivesse se tornado lei.
"A disposição nesse momento dos partidos da base é de ajudar a presidente Dilma a dar sequência ao esforço que tem feito de ouvir e dar consequência aos reclames das ruas do Brasil. Que a gente possa fazer com toda essa energia faça bem ao Brasil", declarou o governador pernambucano, que é tido como provável candidato nas eleições presidenciais de 2014.O governador evitou, no entanto, declarar apoio abertamente ao plebiscito. "O Congresso vai poder, em decidindo pelo plebiscito,  ouvir objetivamente a sociedade brasileira", disse.
Participaram também da reunião os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e José Eduardo Cardozo (Justiça), além do vice-presidente, Michel Temer. 

PLEBISCITO X REFERENDO

  • Caio Guatelli/Folhapress
    Plebiscito é uma consulta direta ao cidadão em que ele se manifesta sobre um assunto antes que uma lei sobre o tema seja estabelecida.Leia mais
    Referendo é uma forma de consulta ao cidadão sobre um determinado tema. No entanto, ele ocorre quando o povo é chamado a manifestar-se sobre uma lei após ela ter sido elaborada e aprovada pelos órgãos competentes do governo federal. Leia mais
  • Arte/UOL
    Quem é a favor do plebiscito: O governo federal. "É muito importante que o povo opine. A reforma política se arrasta há anos. É necessário que o povo diga qual o sistema que ele quer", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. 
Entre os presidentes de partidos, estiveram presentes, além de Campos, Gilberto Kassab (PSD), Alfredo Nascimento (PR), Carlos Lupi (PDT), Renato Rabelo (PC do B), Rui Falcão (PT), Valdir Raupp (PMDB), Ciro Nogueira (PP), Marcos Pereira (PRB) e Benito Gama (PTB).

Encaminhamento do plebiscito

Segundo Mercadante, que falou em nome do Planalto, o modo pelo qual a consulta será feita, assim como o conteúdo, ainda estão em aberto. Ele disse que não houve tempo ainda para discutir as perguntas do plebiscito, mas que dois temas surgiram como principais: financiamento e sistema eleitoral (forma de votação).
Mercadante afirmou ainda que a decisão do governo é pelo plebiscito e que o governo está aguardando definição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma definição sobre a melhor data para a realização da consulta.
O ministro voltou a afirmar que a palavra final sobre a realização da consulta é do Congresso Nacional. "Mas não acho que qualquer partido vai negar a vontade manifestada pelo povo."
Questionado pelos jornalistas sobre a partir de quando as decisões do eventual plebiscito valeriam, Eduardo Campos disse que não há definição sobre o assunto. "Esta é uma decisão que será dada no debate do Congresso. Pode ser objeto inclusive do próprio plebiscito."
 O TSE informou que a área técnica está preparando um estudo a ser entregue à ministra Cármen Lúcia, presidente do tribunal. Só depois disso é que ela deve se pronunciar, segundo a assessoria do TSE.
A agenda de reuniões de Dilma sobre a reforma política continua: às 14h, a presidente se encontra com líderes partidários da Câmara e, às 16h, com os líderes do Senado.
Após anunciar um plebiscito sobre a reforma política e um pacto com cinco itens para a melhoria dos serviços públicos, a presidente foi criticada por ter tomado a decisão sem ouvir o Congresso.

Fifa apanha calada para evitar se envolver em conflito político

  • Blatter e Valcke assistem ao jogo entre Brasil e Uruguai no Mineirão
    Blatter e Valcke assistem ao jogo entre Brasil e Uruguai no Mineirão

VEJA TAMBÉM

A Fifa está bastante contrariada com o governo federal  diante dos protestos contra a Copa das Confederações e a Copa-2014, mas não reage ou contra-ataca com temor das consequências políticas. No entendimento da entidade, em meio às manifestações, o Mundial tornou-se uma peça dentro da movimentação política em torno das eleições de 2014, incluindo a sucessão presidencial. E por isso que a organização máxima do futebol virou alvo dos políticos, do executivo e do Congresso.
A cúpula da Fifa tem diversas reclamações em relação ao governo federal. Entre elas, está o atraso nas construções dos estádios que, na visão dos cartolas, levou ao aumento de custos total. O exagerado preço final das arenas é a principal crítica nos protestos contra a Copa, que transformaram a entidade em alvo.
Também há um consenso dentro da Fifa de que a presidente da República, Dilma Roussef, demorou a falar sobre as manifestações. E, pior, fez uma declaração tímida sobre a Copa-2014, com um discurso que tentava desvincular a União de investimentos nos estádios. Isso apesar de existir verba federal nas arenas, por meio de incentivo fiscal e de uma empresa  que é metade estatal, no caso do estádio de Brasília.
Apesar desse descontentamento interno, cartolas da Fifa decidiram adotar a tática de não falar nada pesado em público. A ideia é tentar mostrar os benefícios do Mundial para o Brasil e ao mesmo tempo se desvincular das manifestações. Questionado sobre os protestos, ao voltar ao Brasil após viagem de uma semana, o presidente da entidade, Joseph Blatter, tentou livrar-se do problema. "São questões internas sociais que não tem relação com o futebol", afirmou, nesta quarta-feira.
A verdade é que dirigentes da federação internacional de diversos níveis se mostraram assustados com as manifestações, principalmente os estrangeiros. Tanto que o próprio Blatter tem se exposto o menos possível em cidades onde há protestos, viajando para os jogos apenas no dia das partidas.
Também há certo sentimento de incompreensão em relação às vozes da rua. Até quarta-feira, por exemplo, não tinham a percepção de que o ambiente político pode dificultar a liberação de verbas para a infraestrutura do Mundial. Um exemplo era dinheiro previsto para telecomunicações na competição que foi reprovado em sessão no Congresso, na noite de terça-feira.
Para 2014, um dos objetivos da Fifa será tentar entender o contexto político brasileiro. Assim, esperam evitar ficar novamente no meio do tiroteio entre políticos que afeta a organização do Mundial, na visão dos dirigentes. Também há a intenção de pressionar o governo por melhoria nos serviços, como na área de segurança.  O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, avaliou que 20% dos itens previstos para a Copa das Confederações não funcionaram como previsto.
Um resumo é que, quando os cartazes das manifestações abaixar, e a cúpula da Fifa deixar temporariamente o país, dificilmente as relações entre seus cartolas e o governo brasileiro terá a mesma harmonia de antes da Copa das Confederações.

domingo, 23 de junho de 2013

Programação completa do São João do Vale: palcos principal e alternativo

PARA VOCÊ QUE AINDA NÃO SABE A PROGRAMAÇÃO E AINDA NÃO SABE ONDE IR, MOSTRAMOS A DICA.


Veja abaixo:

23/06 - Vicente Nery, Alcimar Monteiro e Marcelo Porttela
24/06 - Garota Safada, Léo Magalhães e Forró do Muído
25/06 - Jorge e Mateus, Forró Pegado e Flávio Leandro
26/06 - Aviões do Forró, Forró dos Plays e Calypso
27/06 - Gusttavo Lima, Desejo de Menina e Targino Gondim
28/06 - Luan Estlizando, Tom Bahia e Chiclete com Banana
29/06 (Forró da Espora - Calango Aceso, Louro & Victor Santos e Edson & Bruno

Palco alternativo
PROGRAMAÇÃO DO PALCO ALTERNATIVO

23/06
19:00h- Apresentação Cultural Das Quadrilhas
20:00h- Forró-Pé-Serra Coquinho Neves
21:00h- Forró Cheiroso
22:00h- Forró Na Hora

24/06
19:00h- Apresentação Cultural Das Quadrilhas
20:00h- Clesio Brasil E Gilson Nobre
21:00h- Banda Vai Quecola
22:00h- Wilson E Welson

25/06
19:00h- Apresentação Cultural Das Quadrilhas
20:00h- Forró-Pé-Serra Mundinho De Rajada
21:30h- Banda Samuel Menino De Rua

26/06
19:00h- Apresentação Cultural Das Quadrilhas
20:00h- Forró-Pé-Serra Rochinha Paraíba
21:30h- Banda Fogo de Mulher

 Blog de Durvalina Coelho

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Em manifestação reúne multidão entre as duas cidades Petrolina-PE e Juazeiro-BA.


imageCerca de 20 mil pessoas, segundo estimativas dos organizadores, de Petrolina-PE e Juazeiro-BA participaram do movimento o Vale Acordou ocorrida na tarde e noite desta quinta-feira , dia 20 de junho. Caras pintadas, gritos em defesa das bandeiras que o movimento defende, como qualidade do transporte público, tarifas justas e mobilidade urbana, deram o tom da protesto, além de pedir por melhorias na educação e saúde..
O movimento começou por volta das 16h saindo da Praça da Bandeira em Juazeiro em direção á Petrolina seguindo pela Ponte Presidente Dutra que une as duas cidades localizadas no vale do São Francisco. Ainda nesta noite os manifestantes estavam espalhados pelas avenidas centrais de Petrolina, como na Avenida Guararapes em frente à Prefeitura da cidade.
imagem5
imagem2
imagem3
imagem4
IMG_7672
IMG_7677
IMG_7686
IMG_7687
IMG_7689
IMG_7695

quarta-feira, 19 de junho de 2013

FNE divulga o balanço de um ano do crédito emergencial para prejudicados pela seca

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) liberou exatos R$ 2.566.866.320,81 por meio das linhas emergenciais de crédito instituídas em maio de 2012 para atender municípios afetados pela seca no Nordeste e no semiárido de Minas Gerais e do Espírito Santo. A cifra representa 93,34% do aporte de R$ 2,75 bilhões injetados no Fundo para operações com taxas especiais de juros de 1% a 3,5% ao ano, de acordo com a finalidade do crédito e o porte do tomador.
As informações são da Secretaria de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais (SFRI), do Ministério da Integração Nacional, responsável pelo acompanhamento semanal das operações e que realizou também a consolidação dos dados, no acumulado dos primeiros 12 meses da linha de crédito.
Segundo o levantamento, o número de contratações em um ano chegou a 361.876, sendo que 88% delas (320.768) foram para investimento, envolvendo R$ 1,79 bilhão. Operações de custeio e capital de giro tiveram, respectivamente, 32.726 e 8.382 contratos realizados, dividindo também o restante dos recursos liberados. A maior parte dos beneficiários das linhas emergenciais do FNE (86,61%) está em municípios localizados no semiárido brasileiro, região que está sendo mais duramente atingida pela pior seca das últimas décadas.
O crédito emergencial é concedido a agricultores familiares, produtores rurais e empreendedores prejudicados pela estiagem em toda a área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O limite de crédito varia de R$ 12 mil a R$ 100 mil, em condições especiais de pagamento.
Os estados que mais absorveram recursos foram Bahia (20,06%), Ceará (19,17%), Pernambuco (10,68%) e Piauí (10,68%). Em conjunto essas quatro unidades da federação tiveram 239.823 operações contratadas. O menor número de contratações, 138, foi registrado no Espírito Santo, estado que possui 28 municípios na área de abrangência do FNE.
Agricultura familiar – Participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) formam o maior contingente de tomadores do crédito especial, com 345.624 operações contratadas (72,22% do total), ficando também com o maior volume de recursos, R$ 1,85 bilhão.
Ministério da Integração Nacional
Assessoria de Comunicação Social

BLOG DE DURVALINA COELHO: Haddad "corrige" informação de ministra e diz que ...

BLOG DE DURVALINA COELHO: Haddad "corrige" informação de ministra e diz que ...: O prefeito de São Paulo,  Fernando Haddad  (PT), afirmou,  que "o reajuste da tarifa de ônibus no município já foi feito com base nas...

html

Haddad "corrige" informação de ministra e diz que "reajuste de tarifas já foi feito com desoneração possível"

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou,  que "o reajuste da tarifa de ônibus no município já foi feito com base nas desonerações do governo federal" (as passagens passaram de R$ 3 para R$ 3,20 no começo do mês).  "A tarifa em São Paulo já foi reajustada com a desoneração que seria possível. Se levássemos em conta a inflação, o valor ficaria em R$ 3,47", afirmou Haddad.
O prefeito procurou depois a Agência Brasil --agência de notícias do governo federal-- ter divulgado uma informação de que, segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, as tarifas em São Paulo poderiam ser reduzidas em até R$ 0,23 com base nas desonerações feitas pelo governo federal. Às 21h59, a Agência Brasil publicou um texto dizendo que a ministra "retificou as informações" sobre o impacto das desonerações.
Ampliar

1 / 20

0
Segundo a agência, "a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, retificou as informações sobre impacto das desonerações federais na redução ou reajuste menor das tarifas de ônibus". "A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, retificou a informação sobre o impacto de desonerações federais na tarifa de ônibus e disse que não é possível calcular em quanto as prefeituras podem reduzir o preço das passagens a partir das medidas federais", informou a Agência Brasil.
Mais cedo, a ministra havia informado que com as desonerações feitas pelo governo federal, os municípios poderiam fazer reajustes menores ou reduzir o preço das passagens. Na cidade de São Paulo, segundo cálculos do governo federal, as desonerações poderiam diminuir as tarifas em até R$ 0,23. Ao retificar a informação, a ministra Gleisi Hoffmann disse que não é possível garantir que o percentual do qual o governo abriu mão com as desonerações seja repassado integralmente para reduzir o preço das passagens, porque o cálculo da tarifa leva em conta outros custos.
Haddad disse que não se trata de um bom momento para desinformar. "Até eu e minha família podemos sofrer retaliações."
Sobre os protestos de hoje em São Paulo, o prefeito disse que estava "monitorando". Haddad afirmou "Que havia acabado de sair de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff e que só então viu o que estava acontecendo".
Questionado sobre o grupo que tentou invadir a sede prefeitura e que começou a depredar e saquear o comércio na região central durante o sexto protesto contra o aumento da tarifa, o prefeito disse: "Me parece que é uma depredação meio geral, estão saqueando o centro".
Haddad não sinalizou nenhuma nova medida em relação às tarifas de transporte. 
O prefeito negou que a onda de protestos tenha sido o tema principal da reunião com Dilma. "Conversamos sobre o protesto, mas 70% do que falamos foi sobre o PAC", disse o prefeito, sem detalhar o teor das conversas.
A primeira medida federal com impacto na tarifa de ônibus foi a desoneração da folha de pagamento das empresas de transporte coletivo rodoviário, em vigor desde janeiro deste ano. O setor metroviário também será beneficiado a partir de julho. A segunda está na Medida Provisória 617/2013, enviada ao Congresso no dia 31 de maio, que isenta do PIS e da Cofins os serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário.
A passagem de ônibus em São Paulo foi reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 no último dia 2. A inflação desde o último aumento nos ônibus da capital, em janeiro de 2011, foi de 15,5%, de acordo com o IPCA (índice oficial, calculado pelo IBGE). No caso do Metrô e dos trens, o último reajuste ocorreu em fevereiro de 2012. Se optassem por repor toda a inflação oficial, a gestão Haddad teria de elevar a tarifa para R$ 3,47 e o governo de Geraldo Alckmin --metrô e trem--, para R$ 3,24.
  • PM espirra spray de pimenta em manifestante durante protesto no Rio
  • Em Brasília, manifestantes conseguiram invadir a área externa do Congresso Nacional
  • Milhares de manifestantes tomam a avenida Faria Lima, em SP
  • Após protesto calmo em SP, grupo tenta invadir o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo
  • Manifestantes tentam invadir o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio
  • Um carro que estava estacionado em uma rua do centro do Rio foi virado e incendiado
  • Cláudia Romualdo, comandante do policiamento de Belo Horizonte, posa com manifestantes

terça-feira, 18 de junho de 2013

Governador Eduardo Campos reduz tarifas de ônibus, dois dias antes de protesto no Recife.


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou, na manhã desta terça-feira (18), uma redução no preço da tarifa do transporte público no Recife e Região Metropolitana. A diminuição no valor acontece dois dias antes do protesto marcado na capital do estado, previsto para acontecer na quinta-feira (20), a partir das 16h00. “Essa decisão não é para acalmar os ânimos”.

O objetivo é fazer rum diálogo correto. “Sabemos que a pauta está em construção no debate na rua, existe um incômodo no Brasil inteiro”, disse o governador. A tarifa será reduzida em R$ 0,10, em todos os anéis. A gestão do transporte coletivo na Região Metropolitana é feita pelo Grande Recife Consórcio de Transporte, órgão estadual.

 A medida passa a vigorar a partir de quinta-feira (20). "Claro que não é só uma busca por redução de centavos, é uma pauta muito mais ampla. É importante que a gente vá dando conta, para que a gente possa encadear as nossas pautas. Algumas coisas vêm logo, outras coisas demoram mais, mas o importante é que as pessoas entendam que nós construímos democracia", afirmou. Durante a coletiva, o governador anunciou também que vai haver uma nova licitação para as linhas de ônibus geridas pelo Grande Recife.

 "Nós publicamos o edital das linhas de ônibus da Região Metropolitana e ele deu deserto, houve boicote das empresas na participação desse certame. Alteramos esse edital e ele estará disponível em breve. Vai estimular a disputa, que é o objetivo da cidadania", ponderou. O sistema público de transporte foi colocado em xeque no último domingo (16), dia do primeiro jogo da Copa das Confederações realizado em Pernambuco, entre Espanha e Uruguai.

Desorganização falta de informação e superlotação de estações, metrôs e ônibus foi algumas das queixas da população. Teve gente que precisou esperar mais de duas horas após o término da partida para conseguir embarcar. O último reajuste no preço do transporte coletivo na Região Metropolitana aconteceu em janeiro passado e os valores cobrados atualmente são R$ 2,25 (Anel A), R$ 3,45 (Anel B), R$ 2,75 (Anel D) e R$ 1,50 (Anel G).


Governo japonês pede colaboração para reduzir taxa de suicídio entre jovens

O governo do Japão pediu nesta terça-feira (19) uma maior colaboração para reduzir a alta taxa de suicídio dos jovens japoneses entre 20 e 29 anos, que representa quase a metade das causas de mortalidade dessa faixa etária e ocorre principalmente por problemas trabalhistas e emocionais.

O pedido do governo aconteceu durante um encontro para analisar os dados da Agência Nacional de Polícia japonesa, que revelou que no ano passado 27.858 pessoas se suicidaram no Japão.

O dado de 2012 representa uma redução de 2.793 mortes em relação a 2011 e se situou, pela primeira vez nos últimos 15 anos, abaixo dos 30 mil, mas o país ainda está entre os primeiros países do mundo em número de suicídios.

Segundo a informação divulgada pela polícia japonesa, os suicídios correspondem a 47% das causas de mortalidade entre os jovens japoneses de 20 a 29 anos, informou a agência "Kyodo".

O medo de perder o emprego é uma das principais causas de suicídio entre os jovens, que aumentou de 60 casos em 2007 para 149 em 2012.

Segundo o documento, existe um forte vínculo entre os suicídios e o índice de desemprego, que no Japão se encontra abaixo de 4,3%, por isso a polícia pede que este indicador seja controlado para evitar a elevação dos casos.

Desta forma, as medidas aprovadas no ano passado pelo governo japonês para a solução dos problemas das dívidas ajudaram a reduzir em 18% em 2012 os suicídios motivados por problemas econômicos e financeiros, detalhou a polícia.

Além disso, nos últimos anos o governo japonês fez várias campanhas para reduzir os suicídios, que incluíram ajudas no valor de 10 bilhões de ienes (US$ 107 milhões) para promover consultas e assistência psicológica às pessoas.

Após passeata com 65 mil, São Paulo tem novo protesto hoje

  • Gustavo Basso/UOL
    Grupo de manifestantes se reúne diante do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista
    Grupo de manifestantes se reúne diante do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista
Quatro dias após um protesto marcado pela violência policial em São Paulo, mais de65 mil manifestantes voltaram a ocupar as principais vias da capital paulistanesta segunda-feira (17) contra o aumento da passagem de ônibus --apesar de o tema da manifestação ter se expandido bastante-- em um clima de paz. Ainda que o MPL (Movimento Passe Livre) tenha uma reunião com os membros do Conselho da Cidade, às 9h desta terça-feira (18), para discutir o transporte público no município, a entidade já convocou um novo ato com concentração a partir das 17h, na praça da Sé, região central de São Paulo. O trajeto da passeata não foi divulgado.

QUERO UM BRASIL MELHOR, DIZ MANIFESTANTE DE 82 ANOS

Diferente do protesto da última quinta (13), que teve mais de 200 detidos, o quinto dia de manifestação teve um saldo pacífico, exceto por um grupo menor de manifestantes que tentou invadir o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, que fica na avenida Morumbi, zona oeste da cidade.
Este grupo restrito chegou a arrombar um dos portões de acesso ao local em uma tentativa de invasão, que logo foi recebido com bombas de gás lacrimogêneo pela Tropa de Choque. Estes manifestantes chegaram a atear fogo em lixo e pichar um ônibus que ficou parado na avenida Morumbi, mas logo se dispersaram.
Ampliar

s

19 / 200

Protestos pelo Brasil

Mais de 250 mil pessoas participaram de protestos em várias cidades de norte a sul do Brasil nesta segunda-feira (17). A onda de protestos, que nas últimas semanas tinha como foco principal a redução de tarifas do transporte coletivo, ganhou proporções maiores e passou a incluir gritos de descontentamento com várias causas diferentes, inclusive com a realização da Copa das Confederações. É a maior mobilização popular do Brasil desde os protestos pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello (hoje senador), em 1992.
Muitos desses protestos foram marcados pela violência. Em Brasília, dezenas de manifestantes conseguiram furar o bloqueio da Polícia Militar e invadiram a área externa do Congresso Nacional, aos gritos de "a-ha, u-hu, o Congresso é nosso". Eles ocuparam a marquise onde ficam as duas cúpulas, a da Câmara e a do Senado.
Ao menos duas pessoas foram detidas. Em alguns momentos, os policiais chegaram a usar spray de pimenta para reprimir os ativistas. Uma vidraça do prédio também foi quebrada. Os ativistas pediam recursos para educação, saúde, além do passe livre no transporte público. Eles também se posicionaram contra os gastos públicos na Copa das Confederações e do Mundo (2014).
No Rio de Janeiro, os manifestantes invadiram a Assembleia Legislativa durante o quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus. Muitas balas de borracha e bombas de efeito moral foram disparadas pela Tropa de Choque, e os manifestantes dispersaram rapidamente. Ao menos 20 PMs e outros sete manifestantes ficaram feridos.
O entorno do local se tornou um campo de batalha, com o confronto entre policiais e ativistas. Os manifestantes chegaram até atear fogo em um carro.
Palácio Iguaçu, em Curitiba, também sofreu tentativa de invasão durante um protesto que teve como principal alvo o recente aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte público da cidade, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar –ou 20 mil, de acordo com a organização.
Alguns manifestantes picharam na parede do prédio a frase "Estado fascista", sob vaias de outros, que criticaram o que chamaram de vandalismo. Assim como em São Paulo, homens do Batalhão de Choque da PM, responderam a ação dos manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo.
Em Belo Horizonte, o protesto, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, também acabou em confronto. A Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo para conter os participantes que fecharam a praça Sete, um dos principais pontos da região Central da cidade, e seguiu em direção ao Estádio Mineirão.
Segundo o Tenente Coronel Alberto Luiz, bombas de efeito moral foram usadas porque os manifestantes tentaram ultrapassar a barreira criada pela Polícia. Ele afirma que balas de borracha não foram utilizadas, porém vítimas já foram identificadas.
Policiais também lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que saíram às ruas em Porto Alegre, em resposta à ação de um grupo chamado de "anarquistas",  que quebrou e saqueou uma revenda da Honda e uma agência do Banrisul.