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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Av. Guararapes terá faixa para ônibus que servirá também de ciclofaixa

Ciclofaixa na Avenida Guararapes em Petrolina (Foto: Juliane Peixinho / G1)Ciclofaixa na Avenida Guararapes em Petrolina (Foto: Juliane Peixinho / G1)
A partir da próxima semana começa a funcionar uma faixa exclusiva de ônibus que será convertida em ciclofaixa na Avenida Guararapes, no Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A medida é para controlar o trânsito da via, que é uma das mais movimentadas da cidade. Portanto, de segunda a sábado, das 20h às 6h e nos domingos e feriados, a faixa será exclusivamente para os ciclistas. Já das 6h às 20h, a faixa será para o uso de ônibus, vans, táxi e mototáxi com passageiros.


De acordo com a engenheira de trânsito da Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC), Paula Lopes, para fiscalizar o uso da faixa serão instaladas três câmeras de monitoramento. “Não terá monitoramento com agentes de trânsito no local, vai ser apenas eletrônico. A central vai ser na EPTTC e um agente de trânsito ficará verificando cada infração e as multas serão enviadas a domicílio”, explica.



O vendedor Luiz da Costa que trabalha usando a bicicleta diariamente aprovou a instalação da sinalização na Avenida Guararapes. “Eu acho ótimo, a questão é a educação dos motoristas e ciclistas. A faixa vai ajudar bastante, porque eu já quase fui atingido por um ônibus, por isso eu só ando na contramão dos carros. Assim vai ficar mais seguro”, argumenta.

Faixa será usada para ônibus e como ciclofaixa em horários determinados (Foto: Juliane Peixinho / G1)Faixa será usada para ônibus e como ciclofaixa
em horários determinados
A estudante Islane Lucena que percorre a via todos os dias de carro, disse que a faixa vai ser favorável para todos os que utilizam a via, independente do veículo. “Eu achei ótimo, porque aqui não tem lugar para os ciclistas trafegarem e a faixa vai impedir que eles fiquem no meio da rua e evita os acidentes”, declara. Já o corretor de imóveis, Marcello Fatel, é contrário a mudança. “A a ciclofaixa devia ter obstáculos para os ciclistas trafegarem sem perigo e eu acredito que eles estão mais expostos, possa ser que na hora de uma ultrapassagem aconteçam acidentes”, relata.


Para evitar acidentes e ajudar a população absorver as mudanças no trânsito serão instaladas placas na Avenida Guararapes que vão indicar o local das faixas. “Vamos colocar 11 placas distribuídas na extensão de 1,5 km. São 3,30 m de distância do meio-fio para área de ônibus e 3, 20 m do meio-fio para área de ciclistas, que podem ser usadas em sentido duplo. A previsão é que a faixa de ônibus e ciclofaixa passe a vigorar na terça-feira (8)”, ressalta a engenheira da EPTTC, Paula Lopes.

Fonte: G1 Petrolina

UNOPAR - Av2 - Pedagogia - Arte, Educação e Música

OPÇÕES DE RESPOSTAS:

1- D
2- B
3- C
4- A
5- C


1. De acordo com as reflexões realizadas nas web aulas, como podemos explicar o significado de uma releitura de uma obra de arte?


Alternativas:
·                     a)
Uma releitura é uma cópia fiel de uma obra de arte, com todos os seus detalhes.
·                     b)
Fazemos uma releitura quando escrevemos um texto sobre uma determinada obra de arte.
·                     c)
Ao fazer uma releitura, é necessário sugerir mudanças na obra de arte original.
·                     d)
A releitura está relacionada com a interpretação de uma obra de arte, segundo o olhar de quem refaz.
2)
O mundo é repleto de sons. As crianças exploram os sons que estão ao seu redor. Assinale a alternativa que contenha somente exemplos de sons culturais.


Alternativas:
·                     a)
Buzina, canto de pássaro e telefone.
·                     b)
Telefone, sirene e buzina.
·                     c)
Buzina, telefone e som da chuva.
·                     d)
Choro de um bebê, sirene e buzina.
3)
De acordo com Mukhopadhyay e Moses (1994), a troca cultural, assim como a troca de códigos, não requer o abandono de identificações primeiras do seu grupo cultural. Dessa maneira, assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas sobre o multiculturalismo.
I. O reconhecimento da diferença é o ponto de partida para que se viva em harmonia.
II. É necessário que a escola seja um ambiente propício para o diálogo e o respeito às diferenças.
III. O professor deve defender seus princípios, sua cultura, suas crenças como verdades absolutas, ajudando o aluno a construir a sua personalidade.
IV. O professor deve ser imparcial e aberto a determinados assuntos e situações.


Alternativas:
·                     a)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
·                     b)
As afirmações I, II e III estão corretas.
·                     c)
As afirmações I, II e IV estão corretas.
·                     d)
As afirmações I, III e IV estão corretas.
4)
De acordo com Cava (2008), a junção entre os meios tecnológicos, os meios audiovisuais, mais as artes plásticas e os sinais visuais, pertence às artes visuais. Qual alternativa apresenta outros exemplos de artes visuais?


Alternativas:
·                     a)
Desenho, pintura e imagens fotográficas.
·                     b)
Escultura, dança e colagem.
·                     c)
Expressão corporal, colagem e figuras tridimensionais.
·                     d)
Modelagem, imagens cinematográficas e teatro.
5)
As frases abaixo referem-se ao conceito de leitura de uma obra de arte. Dentre as alternativas apresentadas, qual delas está correta?


Alternativas:
·                     a)
Não é possível ler uma obra de arte, já que a arte é composta por imagens e não por textos.
·                     b)
Ler uma obra de arte significa pesquisar o que o autor quis dizer ao produzir determinada obra, de modo literal.
·                     c)
Ao ler uma obra de arte, significamos, interpretamos as cores, formas, texturas, sons e imagens presentes na obra de arte, segundo nosso ponto de vista.
·                     d)
Ao ler uma obra de arte, elencamos os defeitos que estão evidentes na obra de arte.


UNOPAR - Av1 - Pedagogia - Arte, Educação e Música




OPÇÕES DE RESPOSTAS:

1- C
2- B
3- A
4- B
5- D


1) Segundo Martins (1998), a arte é um tipo de representação simbólica de objetos e ideias, que também podem ser visuais, sonoros, gestuais ou corporais. De acordo com essa concepção, quais as linguagens artísticas da arte?

Alternativas:
  • a)
    Música, teatro, ginástica e dança.
  • b)
    Música, artes visuais, teatro e escultura.
  • c)
    Música, artes visuais, teatro e dança.
  • d)
    Música, expressão corporal, teatro e pintura.
2)
Assinale a alternativa que contém afirmações corretas sobre o desenho no ambiente escolar.
I. O professor deve interferir no desenho da criança, para que ela aprenda os modelos adequados para a sua faixa etária;
II. O professor não deve interferir no desenho da criança;
III. Ao pedir um desenho, o professor precisa se certificar que a criança tenha um repertório imagético sobre o tema a ser trabalhado.
IV. Os desenhos prontos, para colorir, são indicados para desenvolver a criatividade da criança.

Alternativas:
  • a)
    As alternativas I e III estão corretas.
  • b)
    As alternativas II e III estão corretas.
  • c)
    As alternativas III e IV estão corretas.
  • d)
    As alternativas II, III e IV estão corretas.
3)
As orientações contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) sobre o trabalho com arte na escola, se baseiam na Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa. Essa proposta apresenta a articulação de três Eixos ou Campos Conceituais, quais são esses eixos?

Alternativas:
  • a)
    Produção, fruição e reflexão.
  • b)
    Produção, memorização e reflexão.
  • c)
    Fruição, reflexão e apreciação.
  • d)
    Fruição, apreciação e reflexão.
4)
De acordo com Penna (1990), o processo de musicalização está relacionado com o desenvolvimento das percepções necessárias para que o indivíduo possa ser sensível à música. Qual das alternativas abaixo apresenta outra afirmação correta sobre o assunto.

Alternativas:
  • a)
    A vivência musical promovida pela musicalização, permite apenas o desenvolvimento de práticas musicais. Não há um desenvolvimento de outras habilidades ou competências.
  • b)
    A musicalização infantil pode ser compreendida como um processo de educação musical, por meio de um conjunto de ações, inclusive, ações lúdicas.
  • c)
    O desenvolvimento musical acontece somente de acordo com a aptidão da criança, ou seja, somente algumas crianças podem se desenvolver.
  • d)
    Somente as crianças podem ser musicalizadas.
5)
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998), o trabalho com música deve desenvolver que tipo de capacidades?

Alternativas:
  • a)
    Reconhecer manifestações artísticas de outras culturas, já que a cultura do outro é considerada sempre como uma cultura melhor.
  • b)
    Copiar modelos existentes, estipulados pelo professor, já que as crianças ainda não conseguem criar.
  • c)
    Descobrir-se como ser capaz ou incapaz de desenvolver-se musicalmente.
  • d)
    Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros e produções musicais.

8 FORMAS PARA ULTRAPASSAR O SEU PASSADO E SEGUIR EM FRENTE COM A SUA VIDA

Apesar do fato de todos nós sabermos que a vida nunca nos deu uma garantia de que seríamos tratados de forma justa e que as coisas ruins não acontecem para nós, por vezes somos tomados de surpresa quando levamos um golpe que achamos não merecer. Ficamos presos no passado e paralisamos a nossa vida. Por mais que se tente seguir em frente depois de um revés, muitas vezes os golpes sofridos no passado tornam-se numa tormenta ao bem-estar no presente. Dar um impulso na vida, sair dos acontecimentos de arrependimento e dos “deverias” pode assemelhar-se ao que os navegadores portugueses tinham de enfrentar quando atravessavam o cabo das tormentas. Talvez o mais trágico, no entanto, sejam os sentimentos negativos de ontem, as perdas e fracassos foram criando, edificando uma base de mágoa e infortúnio para o resto da vida, levando a que a pessoa perca a esperança e firme a ideia.
“A minha mãe sempre disse que você tem que colocar o passado para trás antes que possa seguir em frente.” – Forrest Gump
Forrest Gump, no filme  parecia ter aprendido uma lição que muitas pessoas mais inteligentes e esclarecidas não assimilaram. Certamente muitas são as coisas que nos podem acontecer e que nos obrigam a termos que superá-las.  Há situações óbvias que nos acontecem na vida que podemos considerar traumas devastadores, como acidentes incapacitantes, doenças graves, perda pessoal, conflitos familiares, demissões de emprego, fracasso e rompimentos de relacionamento dolorosos, para citar alguns.
seguir em frente

PERCEBA, ACEITE E SUPERE O SEU PASSADO

No entanto, muitos distúrbios não são visíveis a olho nu. Mágoas e cicatrizes invisíveis oriundas de decepções acerca de nós mesmos e dos outros podem levar a questionarmos as escolhas passadas, fazendo questões como: “porquê”, “Porque não”, “Porque é que eu não”, e “Se pelo menos.” Apesar do fato de percebermos que nada pode mudar o passado (os acontecimentos vividos), parece às vezes quase impossível “ultrapassar” esses sentimentos dolorosos de oportunidades perdidas, chances falhadas, escolhas ruins, amizades e relacionamentos quebrados e irrecuperáveis​​. O profundo sentimento de perda e desilusões, promovem a dúvida acerca de se conseguimos realmente superar isso. Eu acredito que sim. Muitas pessoas têm conseguido.
No entanto, apesar de não ser possível mudar e/ou apagar os acontecimentos dolorosos vividos no passado, é possível reinterpretar a dor e a perda de forma a libertarmo-nos da mágoa paralisante. Apesar de não podermos alterar o que aconteceu, como expliquei, é possível reinterpretar esses acontecimentos de forma a que possamos aceitá-los, percebê-los e superá-los. Ao entrar neste processo de superação de situações consideradas traumáticas ou angustiantes, deixa de ser refém do seu passado menos bem conseguido.
A seguir apresento oito passos que podem promover a superação dos acontecimentos passados:

1. PERCEBA QUE EXISTEM ALGUMAS COISAS QUE VOCÊ REALMENTE NUNCA CONSEGUIRÁ “PASSAR POR CIMA”, MAS CERTAMENTE PODE CONSEGUIR SUPERAR.

Há alguns acontecimentos que alteram tanto a nossa vida, que realmente nunca poderemos apagá-los da nossa memória ou fazermos de conta que não existiram.  A perda significativa ou o coração partido por acontecimentos, como a morte de uma criança, um trauma grave, uma doença fatal, acidentes que mudam radicalmente a vida em que você ou um ente querido fica permanentemente inválido ou desfigurado, são apenas alguns exemplos. Quanto mais trágico for o prejuízo ou perda, mais somos desafiados a erguer-nos acima dos acontecimentos. Quanto mais somos pressionados ao crescimento pós-traumático, mais precisamos procurar apoio e ajuda para continuar. Aqueles que estão decididos  a aceitar o sucedido e a abrir os seus corações para tentar novamente, voltar a amar, a confiar de novo, irão superar o trauma muito melhor do que aqueles que caem numa espiral de negatividade, isolamento e amargura. Podemos não ter a capacidade de mudar os acontecimentos do passado, mas podemos escolher como vamos lidar com isso, para que possamos, pelo menos, levar a vida de uma forma que ainda ofereça esperança e alegria (ainda que possa ser muito diferente daquilo que era).

2. AS COISAS QUE VOCÊ NÃO TEM CONSEGUIDO “SUPERAR” SÃO AVISOS, PRECISAM DA SUA ATENÇÃO REDOBRADA.

Imagine a luz de aviso de combustível no seu carro. O sinal de aviso que você está ficando com pouco combustível, é um sinal protetor, é um sinal que chama a sua atenção no sentido de lembrá-lo para atestar o depósito, evitando que possa vir a passar por um incómodo. Da mesma forma, algumas das coisas nas nossas vidas que não conseguimos “superar” transmitem-nos uma mensagem de que existem assuntos que necessitam da nossa atenção, no sentido de termos de fazer algo, aprender algo, ou lidar com algo. No fundo, os sentimentos negativos oriundos dos acontecimentos passados, fazem-nos sentir sensações desagradáveis para que possamos perceber que temos de fazer alguma coisa para voltarmos a ficar bem e a sentirmo-nos bem. 

3. MAIS DE OITENTA POR CENTO DA NOSSA VIDA NÃO É DETERMINADA POR EVENTOS, MAS PELA NOSSA REAÇÃO A ELES.

Em vez de concentrar-se no que não pode ser alterado, concentre-se no que pode ser alterado. Na maioria dos casos, os acontecimentos ou as outras pessoas não nos levam a sentir de uma certa maneira. Nós é que fazemos isso. Nós é que decidimos manter-nos num sentimento incapacitante. Claro, que dado a natureza de alguns acontecimentos de vida, temos toda a legitimidade para nos sentirmos mal. 
4. DEDIQUE-SE MAIS AOS FATOS, DO QUE ÀS INTERPRETAÇÕES
Muitas vezes não podemos “superar” algo por causa de histórias que contamos a nós mesmos, que não são baseadas em fatos. Mas sim na interpretação que fazemos do que nos aconteceu. E, em alguns acontecimentos podemos distorcer a magnitude e impacto real do sucedido. Por exemplo, algumas pessoas que perdem um emprego ficam desapontadas, mas ainda têm a confiança para seguir em frente sabendo que pode haver melhores oportunidades. Em contrapartida, outros não seriam capazes de “superar” o trauma da rejeição e rotular-se-iam como perdedores e fracassados. As pessoas quando atravessam uma criselargar passado








5. DÊ A SI MESMO PERMISSÃO PARA SOFRER O QUE “PODERIA TER SIDO” OU “O QUE PODERIA TER OBTIDO”

Em alguns casos, não se pode esperar  “superar” algo de forma rápida se não se passar pelo processo de luto. O luto, não é um processo com o qual apenas lidamos quando enfrentamos a morte ou a perda de um ente querido. Existem perdas menos visíveis e concretas, tais como a percepção de que você não pode ter a vida que pensou que seria possível, que o seu entusiasmo relativamente a um determinado objetivo de vida não o conduziu a bom porto, dando lugar à decepção.  Na grande maioria das situações, do mais terrível sofrimento a uma perda comum, o processo de luto é essencial para o processo de cicatrização. Às vezes precisamos passar por fases de raiva e amargura, a fim de sermos capazes de passar à fase de aceitação. 

6. PROCURE APOIO

Não vivemos isolados dos outros. O contato, o afeto e a troca de experiências permite-nos crescer e desenvolvermo-nos. As pessoas crescem melhor promovendo bons relacionamentos e procurando apoio. Perante o sofrimento, se nos afastarmos dos outros por nos sentirmos diferentes ou para nos protegermos, o que daí pode imergir é mais sofrimento e reviver o trauma ou a situação angustiante uma e outra vez na nossa mente. É mais saudável e promotor da recuperação procurar apoio para aliviar o seu sentimento de perda. Relacionamentos saudáveis ​​e de apoio podem ajudar a curar feridas. Mesmo que os outros não possam resolver o seu trauma ou problema, eles podem ajudá-lo a chorar a perda ou a decepção e reconfortá-lo.

7. SAIBA QUE NÃO EXISTE “VOLTAR AO PASSADO”, MAS HÁ “SEGUNDAS CHANCES”

Lembre-se que na grande maioria das situações não é tarde demais para “começar de novo. Se você entendeu o que anteriormente descrevi, que você não pode “passar por cima”, e começar a partir de hoje a tomar decisões saudáveis com base no que você aprendeu neste artigo, vai realmente conseguir novas soluções para velhas questões. Mudar alguns comportamentos para passar a lidar com as coisas infelizes ou evitar que ocorram novamente irá capacitá-lo. 

8. ACEITE OS ACONTECIMENTOS E TENHA COMPAIXÃO POR SI MESMO

Perante acontecimentos que nos deixam presos ao passado, a capacidade de aceitá-los e de termos compaixão por nós mesmos são dois passos extremamente decisivos para ultrapassar o sofrimento. Não estou a falar da aceitação passiva, da aceitação displicente, em que tudo acontece e nada se faz. Não é isso. Refiro-me à aceitação da realidade tal qual ela aconteceu, em que não há retorno possível, em que não é possível apagar o que sucedeu. Perante este tipo de cenário, aceitar é o melhor remédio. Permite-nos encarar a realidade de frente, sermos compassivos connosco mesmos e a partir daí cultivar a esperança num futuro melhor. Ficar contra tudo, contra todos e até contra você mesmo, certamente não irá beneficiá-lo em nada. Cria rancor, ressentimento, indignação, desesperança, ódio, entre outros. Num estado de negatividade, mesmo aquilo que ainda temos de bom na vida fica afetado, deixamos de olhar para o que ainda faz sentido na vida. Aceite, tenha compaixão e siga em frente.

Cerrando etapas en nuestras vidas

La vida pasa, y cada vez que se te va un día, ese día ya no vuelve nunca más…
fdsa
Por nuestro propio bien es necesario ir concluyendo etapas de nuestras vidas. Hubo un tiempo en el que eras niña y tuviste que pasar a la siguiente etapa. Quizás no te gustaba mucho hacerte mayor, pero si permaneces con ese deseo de ser eternamente joven, vivirías frustrada porque eso es imposible, hay que saber dejar pasar los años y tomar el tiempo que viene de la mejor forma posible.
No trates de ser una joven toda la vida, porque ni tu mente ni tu cuerpo es el mismo, y si alguien te mira quizás diga que estamos desfasada en nuestra vida.
 ¿Podemos vestir como cuando teníamos 20 años? No, nos veríamos ridículas, debemos evolucionar con el tiempo, ir cerrando etapas que ya se fueron, quemando años que nunca volverán, no pensemos el ayer, porque ese ya se fue y no volverá, estamos viviendo un presente que hemos escogido, hay que tratar de tomarlo de la mejor manera, es muy desgastador y patético intentar parecer ser la jovencita del ayer, porque los años pasan para todos y debemos madurar nuestras vidas y también nuestras relaciones.
Los años y los recuerdos sólo son eso, recuerdos y no podemos vivir eternamente pegado a ellos, hay que saber soltar nuestras cosas, ya pasó, ya tuvimos un amor, ya tuvimos nuestros sueños, ¿que no se cumplieron?… ¡No importa…
pues adelante! hay muchos sueños aún por construir, en ti está hacer que los años pasen de la mejor manera


domingo, 30 de agosto de 2015

Moradora de São Pedro diz que tia foi 'torturada' por médico dentro de UPA

Sobrinha de paciente denúncia médico de UPA de São Pedro (Foto: Katia Dourado)Sobrinha de paciente denuncia médico de
UPA (Foto: Katia Dourado/ Acervo pessoal)
A massoterapeuta Katia Silva Dourado, de 41 anos, afirmou à Polícia Civil que um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro (SP) "torturou" a paciente Ester da Silva, de 52 anos. A vítima, que é tia de Katia, sofre de hepatite C, em estágio avançado, doença pulmonar crônica e cirrose. O caso foi registrado como lesão corporal e constrangimento. A Prefeitura diz que o profissional será investigado.
"Quando ela tem uma crise devido ao seu quadro clínico delicado, necessita ser hospitalizada. Minha tia chegou muito fraca ao setor de emergência, não conseguia abrir os olhos, mas ainda estava consciente", afirmou Katia.
"O médico dizia que a faria abrir os olhos de qualquer maneira e pediu para o enfermeiro colocar a maior sonda que tivesse pelo nariz de minha tia. Esse procedimento a machucou e a fez sangrar bastante", disse.
De acordo com Katia, o médico ironizava e constrangia a paciente. "Ele dizia para a equipe: 'Venham aqui. Vocês vão ver o poder da ressuscitação'. Em outro momento, chegou a dizer que o problema de minha tia era falta de homem", disse.
Katia afirmou que a tia mora em Santo Andre (SP) e está em São Pedro desde o dia 15 de agosto. "Ela veio participar da festa de aniversário de sua sobrinha-neta, quando passou mal, com falta de ar e dores na cabeça." Nesta primeira ocasião, foi atendida na UPA da cidade, ficou em observação, foi medicada e depois liberada.
Já no dia 18 de agosto, Ester teve outra crise e necessitou de atendimento médico novamente. "Minha tia sentia dores no peito e na cabeça, chegou à UPA muito mal e foi quando ela foi torturada dessa forma", disse Katia.
Abaixo-assinado

Um abaixo-assinado que pede a demissão do médico circula pela internet. O documento solicita providências da administração municipal por "incompetência profissional" e "tratamento desumano" dos pacientes da UPA. O médico não foi localizado para comentar o assunto.

Investigação

A Prefeitura de São Pedro afirmou em nota que, após receber o relato dos fatos ocorridos na UPA, foi aberto um processo administrativo para averiguar a situação. A administração disse ainda que o médico não é funcionário público, mas apenas presta serviços ao município. "Enquanto este processo não for concluído, o médico envolvido, não dará atendimento na unidade", diz a nota. O último dia de trabalho do profissional na rede foi 21 de agosto.

Acidente na Estrada das Pedrinhas deixa dois mortos em Petrolina, PE

Um acidente na Estrada das Pedrinhas, na Zona Rural de Petrolina, deixou um homem de 22 anos, e sua esposa, de 21 anos, mortos na madrugada deste domingo (30). Eles estavam em uma motocicleta e, de acordo com a Instituto de Medicina Legal (IML), houve uma colisão.
Familiares da vítima informaram que a batida foi em um veículo. Ainda não há informações sobre o condutor do carro envolvido no acidente. As duas vítimas eram de Dormentes e moravam em Petrolina. Os corpos foram encaminhados para o IML por volta das 5h.

sábado, 29 de agosto de 2015

Documentos secretos mostram como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba

CRIATIVOS Lula em visita a Raúl Castro, em 2014. De uma reunião de Lula com a Odebrecht, saíram ideias para obter novos financiamentos (Foto:  Instituto Lula)
No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.

Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.

A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.

Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.
Documentos secretos mostram como Lula intermediou os negócios secretos da Odebrecht em Cuba  (Foto: Reprodução)
Outro lado

Procurado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirma que, no período em que exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “não atuou em favor de empresas, nem tampouco a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Diz o texto que várias empresas brasileiras participaram de consulta do governo uruguaio sobre o Porto de Rocha e o governo não atuou em favor de nenhuma das empresas. AOdebrecht afirma em nota que o ex-presidente não teve “qualquer influência” nas suas duas obras em Cuba, o Aeroporto de Havana e o Porto de Mariel. A empresa diz que as discussões sobre bioenergia com o governo cubano não avançaram, mas ainda estuda oportunidades nesse setor em Cuba, a partir da reformulação da Lei de Investimento Estrangeiro. A Odebrecht diz que a empresa na qual trabalha o ex-ministro Silas Rondeau foi uma das contratadas como parceira de estudos na área de energia.

Em nota, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou desconhecer o conteúdo dos documentos aos quais ÉPOCA teve acesso. Contudo, o Planalto destaca a importância estratégica do projeto de Porto de Mariel para as relações de Brasil e Cuba. “A possibilidade crescente de abertura econômica de Cuba e a recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos vão impulsionar ainda mais o potencial econômico de exportação para empresas brasileiras.” O BNDES afirma que a Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença em Cuba, portanto faz sentido que a maior parcela das exportações para aquele país financiadas pelo banco seja realizada pela empresa. Diz ainda que mantém com a Odebrecht relacionamento rigorosamente igual a qualquer outra empresa. O BNDES nega que esteja financiando projetos envolvendo direta ou indiretamente a Odebrecht no setor de energia, bioenergia ou sucroalcooleiro em Cuba. Sobre entendimento para financiamento de um porto no Uruguai, como indicou o então ministro Pimentel, o BNDES disse que não há nenhuma tratativa referente ao projeto em curso no Banco. Procurado por ÉPOCA, o ex-presidente Lula não quis se manifestar.

Em depoimento à CPI do BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento. Os documentos obtidos por ÉPOCA mostram uma versão diferente. Caberá ao MPF e à PF apurar os fatos.

Uma em cada três pessoas mortas por atropelamento em São Paulo é idosa

Idosos atravessam semáforo na região da Paulista (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Idosos atravessam semáforo na região da Paulista (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Quase um terço das pessoas que morreram atropeladas em acidentes de trânsito no ano passado, na cidade de São Paulo, era idoso. O dado faz parte do Relatório Anual de Acidentes de Trânsito realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) relativo ao ano de 2014.
Ao todo, 203 pessoas com mais de 60 anos morreram no tráfego paulistano no ano passado. O número representa 32% dos 555 pedestres mortos após serem atingidos por veículos. A proporção é significativamente maior do que a presença dos idosos na cidade de São Paulo, que é de 11,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No domingo (23), Laurindo Cândido Pinheiro, de 63 anos, morreu quando caminhava em uma área reservada do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da cidade. Ele foi atingido por um carro de um motorista de 21 anos que participava de um campeonato de manobras radicais. O jovem, porém, estava no local errado, invadiu a pista de caminhada e atingiu o idoso.Os números de acidentes em 2015 ainda não saíram, mas dois acidentes envolvendo idosos em menos de sete dias chamaram a atenção. Em 17 de agosto, o aposentado Florisvaldo Carvalho Rocha, de 78 anos, morreu após ser atropelado por um ciclista sob o Minhocão, no Centro da cidade.
O atropelamento foi a maior causa de acidentes fatais envolvendo idosos no ano passado. O documento da CET informa que, das 203 pessoas com mais de 60 anos mortas no ano passado no trânsito, 178 foram atingidas por algum veículo (o que corresponde a 87,7%). A segunda maior causa de fatalidades nesta faixa de idade foram acidentes dentro de um veículo (22, ou 10,8%) e, por último, batidas ou quedas de moto (três casos, ou 1,5%).
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes informou que, desde 2013, realiza uma série de ações para segurança, como o Programa de Proteção à Vida (PPV) e o Centro de Treinamento e Educação de Trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CETET-CET).
Idosa atravessa semáforo no vermelho na região da Avenida Paulista (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Idosa atravessa semáforo no vermelho na região da Avenida Paulista (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Nesta central acontece o Programa de Educação de Trânsito para Terceira Idade. “Nos encontros são exercitadas a vivência e o diálogo a respeito de comportamentos seguros” e “abre-se entre os participantes a oportunidade de reflexão sobre a interferência de limitações físicas, decorrentes da idade, em sua segurança enquanto pedestres. para uma melhor convivência com os problemas do trânsito”.
Outra iniciativa é o curso Direção Segura para a Terceira Idade, que tem por objetivo conscientização sobre a vulnerabilidade e a diminuição da velocidade de reação “tanto como condutores como pedestres”.
Causas
Especialistas afirmam que os idosos são mais suscetíveis a acidentes mais graves em razão de dificuldades como o reflexo mais lento, mas culpam também a falta de estrutura da cidade e a falta de uma ação de educação para todos os envolvidos no trânsito de São Paulo.

Para Flamínio Fishman, urbanista especialista em trânsito, o tratamento dado ao pedestre é inversamente proporcional à quantidade de deslocamentos a pé. Ele cita a pesquisa Origem e Destino, feita pelo Metrô em 2007 e ainda tida como referência para o transporte de São Paulo. O estudo mostra que, das 38 milhões de viagens feitas na Grande São Paulo todos os dias, cerca de 12,6 milhões são a pé - cerca de um terço.
Aposentado Florisvaldo Carvalho da Rocha foi atingido na faixa de ônibus ao lado da ciclovia (Foto: Nelson Antoine/Frame/Estadão Conteudo)Aposentado Florisvaldo Carvalho da Rocha foi atingido na faixa de ônibus ao lado da ciclovia debaixo do Minhocão (Foto: Nelson Antoine/Frame/Estadão Conteudo)
"Para estar preparado precisaria ter as calçadas em condições adequadas para a circulação desses idosos, que são os que mais acidentam. Uma das medidas importantes seria alargar as calçadas", afirmou. A Prefeitura informou, sem citar datas, que "lançará, em breve, uma programação para aumentar a largura das calçadas".
Segundo Fishman, muitos investimentos têm sido feitos em ciclovias, mas a bicicleta era responsável por 340 mil viagens na cidade, segundo a pesquisa, número bastante inferior ao de deslocamentos a pé.
A opinião é semelhante à da fisiatra Júlia Greve, que conduziu estudo sobre 587 acidentes com idosos atendidos no Hospital das Clínicas em 2003. Ela afirma que os mais velhos sofrem com o reflexo mais lento. "É comum o idoso cair e bater a cabeça. Não tem aquela reação instintiva rápida do mais jovem. Isso agrava as lesões e aumenta o número de mortes.”
Com base em sua pesquisa, Júlia afirma que boa parte dos acidentes é por "desrespeito de parte a parte" e pelo comportamento no trânsito. "Tem a falta de consideração do motorista, que acha que tem o direito de passar e que o pedestre tem de esperar. Azar de a fiscalização ter afrouxado", disse ela, também questionando o fim do Programa de Proteção ao Pedestre.
Faixa de pedestre na Paulista passa por readequação (Foto: Clara Velasco/G1)Imagem de setembro de 2011 mostra orientadores
(de amarelo) informando sobre mudança na faixa
de pedestre na Paulista (Foto: Clara Velasco/G1)
Iniciado em 2011, durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), o programa contou com a revitalização de faixas de pedestres, instalação de semáforos, aumento de fiscalização e orientadores com placas informativas.
A Secretaria dos Transportes afirma que as faixas de pedestre em diagonal nos cruzamentos de grande movimento, os 319 bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas (os chamados "Frente Segura") “absorveram a necessidade da presença dos chamados ‘mãozinhas’ nos cruzamentos incluídos no antigo Programa de Proteção ao Pedestre, que vigorou até o final do ano passado”.
A especialista citou ainda como causas para a maior letalidade dos acidentes com idosos a falta de respeito por parte do pedestre que não atravessa na faixa, e a estrutura da cidade. Sobre isso, ela citou problemas como a falta de iluminação e os faróis para pedestres que fecham muito rapidamente. "Esses semáforos precisariam considerar que há pessoas que atravessam lentamente, com dificuldade. Mas boa parte não considera", disse.
A Prefeitura informou que atualmente há o programa “CET no seu Bairro”, que beneficiou 77 regiões. “Por seu intermédio, houve a implementação ou recuperação de 4.960 travessias de pedestres [...] sinalização de solo em 135.831 metros quadrados; colocadas 12.464 placas indicativas de trânsito e atendidas 154.558 pessoas em ações educacionais realizadas nas escolas.” A nota acrescenta que foram revitalizados os semáforos em 4.537 cruzamentos no município.
Laurindo Cândido Pinheiro, de 63 anos, morreu na tarde de domingo (23) após ser atropelado dentro do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Veja no vídeo abaixo:
Vias perigosas

No ano passado, 1.249 pessoas morreram em acidentes de trânsito na capital, média de 3,4 óbitos por dia. De acordo com o documento da CET, a maior parte das vítimas morreu atropelada: 555 pedestres (ou 44,4%). Logo atrás vêm os motociclistas (440 mortos), motoristas ou passageiros (207) e, por último, ciclistas (47).

A Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, é a via mais letal para pedestres na capital paulista. No ano passado, das 15 mortes por acidentes de trânsito registradas naquela via, 11 foram causadas por atropelamentos, o que representa 73% do total de óbitos por acidentes.
A única via de São Paulo com mais mortes que a Marechal Tito é a Marginal Tietê, onde 15 pessoas morreram atropeladas em 2014. No entanto, os acidentes com pedestres correspondem a 37,5% do total de óbitos na Tietê – a maioria é relacionada a batidas entre carros ou colisão com postes, guias e capotamentos. Além disso, a via expressa tem 23,5 km de extensão, enquanto a Marechal Tito tem 7,6 km. São mais mortes por menos quilômetros na avenida da Zona Leste.
VEJA AS DEZ VIAS DE SÃO PAULO COM MAIS MORTES POR ATROPELAMENTO EM 2014
Via
Total de mortes
Mortes por atropelamento
% de mortes por atropelamento
Marginal Tietê
40
15
37,5%
Av. Marechal Tito
15
11
73,3%
Marginal Pinheiros
33
9
27,3%
Av. Senador Teotônio Vilela
20
9
45%
Av. Jacu Pêssego/Nova Trabalhadores
23
8
34,8%
Estrada de Itapecerica
22
7
31,8%
Av.Aricanduva
12
7
58,3%
Estrada M'Boi Mirim
21
6
28,6%
Av. São Miguel
11
6
54,5%
Estrada do Campo Limpo
9
5
55,5%
Fonte: CET
Segundo a CET, as mortes na Marechal Tito aconteceram por motivos como excesso de velocidade, invasão à faixa de pedestres, avanço de veículos no sinal vermelho e desrespeito dos pedestres à sinalização. O grande fluxo de pessoas também influencia, já que se trata da principal rua comercial de uma das regiões mais populosas da capital paulista.
A CET afirmou que programou a repintura e manutenção das faixas de pedestre citadas ainda para este mês. A companhia disse ainda que intensificou a fiscalização na avenida para coibir possíveis infrações ao Código de Trânsito Brasileiro
Outras conclusões
O estudo divulgado pela CET trouxe várias outras conclusões. A principal delas é que o número de acidentes de trânsito com mortos na cidade de São Paulo voltou a subir em 2014. Foram 1.114 ocorrências em 2013 contra 1.195 em 2014, uma alta de 7,2%. O número também é superior ao patamar de 2012, quando ocorreram 1.188 casos.
As mortes de quem anda de bicicleta na capital foram as que mais cresceram: de 35, em 2013, para 47 no ano passado, alta de 34,3%. As de motociclistas também tiveram alta expressiva, de 403 para 440 – aumento 9,18%.
Nas mortes por atropelamento, o destaque negativo é o crescimento dos casos de atropelamento por ônibus de 87, em 2013, para 114, em 2014 – aumento de 31%. Por outro lado, o número de mortes em atropelamentos por motocicleta caiu de 110 para 90 (redução de 18%).