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OBRIGADA

sábado, 29 de abril de 2017

Viajar faz bem - Excursão



















Av 1 - Didática na Educação Básica

1)
Uma concepção de Didática pressupõe uma concepção de sociedade. Assim, refletir a respeito das ações e estratégicas desenvolvidas no cotidiano escolar, tendo como referência as mudanças percebidas na sociedade, faz com que tenhamos melhores condições para a construção de um Projeto Político Pedagógico humanístico e eficaz.
Se a cultura está mudando rapidamente, toda a escola precisa ser repensada: sua estrutura, gestão, seu funcionamento, currículo e aula. Dessa forma, podemos afirmar que, ao discutir a sua proposta pedagógica e seu currículo, cada escola deve privilegiar, de acordo com a LDB 9394/96:

Alternativas:
  • a)
    Transmissão cultural que considera o aluno como um ser passivo, atribuindo caráter dogmático aos conteúdos de ensino.
  • b)
    Formação do aluno que pensa individualmente, sem criticidade.
  • c)
    Minimizar as discriminações econômicas e sociais geradas fora da escola.
  • d)
    A pluralidade cultural, visando enfrentar as discriminações sociais e os conflitos dialeticamente.
    Alternativa assinalada
  • e)
    O desenvolvimento moral e intelectual do aluno a partir da transmissão da cultura acumulada passada de geração para geração.
2)
O trabalho sobre questões metodológicas do ensino demonstra a necessidade de o professor trabalhar com diversos tipos de métodos e técnicas de ensino a fim de formar cidadãos, leitores críticos, indivíduos participativos.
Em se tratando de tecnologia, o MEC disponibiliza um portal para apoiar o trabalho do professor através de aulas, vídeos, conteúdos multimídia, links e materiais didáticos, o PORTAL DO PROFESSOR.
Qual das alternativas abaixo contém o objetivo maior que justifica a criação desse portal?

Alternativas:
  • a)
    Favorecer a rapidez no planejamento das aulas.
  • b)
    Contribuir com o processo de formação continuada do professor.
    Alternativa assinalada
  • c)
    Contribuir com a gestão dos diretores na investigação do trabalho dos professores.
  • d)
    Minimizar a desmotivação dos docentes.
  • e)
    Aprofundar os conhecimentos sobre informática dos docentes.
3)
Leia o trecho a seguir sobre Planejamento, um importante momento da organização do trabalho pedagógico na Educação Básica:
"O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, p. 30)".
Assinale a alternativa correta em relação ao planejamento:

Alternativas:
  • a)
    O planejamento ocorre no início do ano letivo e os professores são orientados a elaborar seus planos de ensino, porém isso deve ocorrer num único momento. Revisões e adaptações sempre que necessárias podem ser realizadas.
    Alternativa assinalada
  • b)
    O planejamento é um documento da escola e não dos professores, deve seguir todas as orientações da LDB e os PCNs.
  • c)
    O planejamento ocorre somente no início do ano letivo e os professores tem total liberdade para elaborar seus planos de ensino, porém sem que ocorram mudanças e alterações no decorrer do ano.
  • d)
    O planejamento é voltado somente para a organização dos conteúdos básicos do currículo adotado.
  • e)
    O planejamento é coletivo, realizado no início do ano, porém o registro dos planos de ensino é individual e segue à risca aquilo que o gestor/diretor determina.
4)
Assinale a alternativa que contêm os níveis de Planejamento de Ensino corretas:

Alternativas:
  • a)
    Plano de Ensino; Avaliação diagnóstica; Recuperação contínua e Recuperação final.
  • b)
    Planejamento do Sistema de Educação; Projeto Político-Pedagógico; Planejamento Curricular; Plano de Curso, Unidade e Aula; Projetos de Ensino; Planejamento Setorial.
    Alternativa assinalada
  • c)
    Avaliação da Aprendizagem; Plano de Ação, Projeto Político-Pedagógico; Gestão de Pessoas.
  • d)
    Gestão de Recursos disponíveis; Planejamento do Sistema de Educação; Plano de Aula e Recuperação.
  • e)
    Projeto Político Pedagógico; Lei de Diretrizes e Bases; Parâmetros Curriculares Nacionais.
5)
Tendo como base a Taxonomia de Bloom, imagine uma atividade de Língua Portuguesa do 6º ano do Ensino Fundamental que trabalhe com estudo de Ortografia. As habilidades que serão desenvolvidas nesta sequência didática são:
I. Inferir a partir do contexto as regras ortográficas;
II. Compreender as regularidades ortográficas e a existência de irregularidades ortográficas em Língua Portuguesa;
III. Identificar diferenças entre discurso direto e indireto;
IV. Recorrer às regras para resolução de dúvidas ortográficas.
Assinale a alternativa correta em relação às habilidades corretas:

Alternativas:
  • a)
    Todas estão corretas.
  • b)
    Somente III está correta.
  • c)
    I, III e IV estão corretas.
  • d)
    Somente IV está correta.
  • e)
    I, II e IV estão corretas.
    Alternativa assinalada

terça-feira, 25 de abril de 2017

PF faz alerta a pais sobre jogo que tem levado a suicídio e automutilação


Após o registro de casos de suicídios e automutilação de adolescentes e jovens, a Polícia Federal está fazendo um alerta a pais e responsáveis sobre o jogo Baleia Azul. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo e tudo começou na Rússia, em 2015, quando uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício; dias depois, uma adolescente de 14 anos cometeu suicídio se jogando nos trilhos do trem da cidade de Ussuriysk. Depois de investigar as causas, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida. A partir daí aconteceram cerca de 130 suicídios de crianças ocorridos na Rússia de novembro de 2015 a abril de 2016 e que de acordo com eles, quase todos eram membros do mesmo grupo na Internet.

No Brasil, foram pelo menos três vítimas, no Mato Grosso e Minas Gerais. Em Minas, uma menina morreu em uma represa e um menino morreu de overdose de remédios, com indícios de cortes no braço e no whatsapp comentários sobre o jogo, respectivamente. Na Paraíba, a Polícia Militar está investigando casos em que uma classe de alunos estariam realizando o procedimento de mutilação.

A PF lembra que jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes como o jogo da asfixia, desafio do sal e gelo e jogo da fada, que podem atrair não só aqueles em situação vulnerável, ela sedução da emoção que os desafios propõem. Pessoas fragilizadas por eventos traumáticos, isoladas emocionalmente, que possuem dificuldade em confiar ou que se sentem cobradas e exigidas em demasia são mais propensas a desenvolver quadros depressivos que as tornam alvos fáceis para esse tipo de manipulação. Então, utilizando-se da inocência, da paranoia e da neurose de suas vítimas fazem elas a acreditar que estão à mercê dos administradores.

Normalmente, os alvos dos criminosos são crianças e adolescentes, já que são facilmente impressionáveis e por isso são coagidas a participar do jogo no Facebook ou Whatsapp em virtude de terem acesso ao banco de dados do Serasa e Cadastro Nacional (com dados pessoais como nome completo, escola em que estuda, média de notas escolares, cidade, endereço, IP e nome de amigos próximos) onde passam a assustar as vítimas menores de idade ao mostrar dados pessoais e fazer ameaças. A criança se sente pressionada e amedrontada e passa a interagir com eles! As ameaças de seguem com perguntas tais como: “Desenhe uma baleia com estilete no braço, depois tire uma foto quando estiver sangrando e me envie.

Por meio de informações pessoais deixadas pela própria criança como problemas em casa, brigas com os pais, notas baixas na escola, tristeza por ter acabado um namoro, morte na família – então eles se aproveitam desta fragilidade sentimental para incentivar a participar do jogo! Acontece que esses cibercriminosos estão entrando em grupos até de autoajuda, de superação da depressão, discussão sobre transtorno de ansiedade generalizada e aconselhamento pró-vida no Facebook para encontrar e atacar suas vítimas.

Dados sobre o jogo da baleia - É acessado por links em grupos contidos no facebook, numa rede social russa chamada VK atualmente com mais de 33 milhões de usuários ou até mesmo em grupos do whatsapp criados para essa finalidade. Os adolescentes são previamente selecionados para participar de 50 desafios macabros, onde alguém por trás da tela (curador-é a pessoa que convida os jovens para o jogo e comanda e entrega os desafios para serem cumpridos o tempo todo) manipula e dá as ordens para serem cumpridas pelo jogador. As tarefas que incluem escrever frases e fazer desenhos com lâminas na palma da mão e nos braços e com queimaduras, bater fotos assistindo a filmes de terror de madrugada, ficar doente, subir no alto de um telhado ou edifício, escutar músicas depressivas, na última "missão" tirar a própria vida.


1-DENUNCIE OS GRUPOS
Se você perceber algum amigo postando fotos e mensagens estranhas nas redes sociais, talvez ele esteja jogando o “Baleia Azul”, não ignore, DENUNCIE o próprio Facebook possui ferramentas de denúncia.

2-VOCÊ PODERÁ LAVRAR UM BOLETIM DE OCORRÊNCIA Caso você tenha acesso às conversas trocadas entre o mentor e o jogador, pode COMPARECER A UM CARTÓRIO DE NOTAS, onde será lavrada uma ata notarial, dando fé pública ao conteúdo das mensagens (essa ata será importante fonte de prova caso as mensagens sejam apagadas).

ALERTA AOS PAIS

1.    Os pais devem atrair a confiança dos filhos através do diálogo franco e aberto sem qualquer tipo de repressão para que no primeiro sinal de perigo a criança possa sentir-se à vontade e procurar sua ajuda, confidenciando-lhes o que está acontecendo;

2.    Observe o comportamento estranhos dos filhos tais como isolamento, tristeza aguda, decepção amorosa, comportamentos depressivos, atitudes suicidas;

3.    Preste atenção no corpo de seu filho se não existe sinais de mutilação ou queimaduras e se ele de repente está usando camisas de mangas compridas para evitar a exposição de tais marcas;

4.    Há tempo para tudo. Evite que seus filhos fiquem expostos há altas horas na internet e assistindo filmes na televisão pela madrugada;

5.    Observe se ele não está saindo de casa escondido em horários pela madrugada com o objetivo de cumprir tarefas impostas pelo jogo;

6.    Os pais devem supervisionar os acessos dos filhos de uma forma discreta; A vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico de internet – peça ao seu filho para ser adicionado nas redes sociais deles, fazendo isso você poderá saber o que está se passando com ele e com quem eles estão interagindo. Caso os pais não tenha idade para aprender a conviver com este mundo virtual eles devem delegar tal tarefa para um parente mais próximo (irmão, primo, sobrinho) a quem o adolescente seja próximo e confie;

7.    Quando possível deixe o computador num local comum e visível da casa;

8.    Se vetar alguma página explique as razões e os perigos da rede;

9.    Evitar expor informações particulares e de dados pessoais em demasia: (telefones, endereços, CPF, horário que sai de casa e para onde está indo, localização acessível o tempo todo, etc);

10.    Evitar colocar fotos tais como: locais onde frequenta (clubes, teatros, igrejas), carros (a placa localiza o endereço), casa (mostra onde a pessoa mora);

11.    Nunca incluir desconhecidos nos contatos; 

FORMAS DE OBTER AJUDA

1.    Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.
2.    E, por fim, não custa lembrar que o CVV (Centro de Valorização da Vida) presta um serviço incrível por meio do telefone 141 e você sempre pode buscar órgãos apropriados como a SaferNet e autoridades locais.

O SEU FILHO PODE ESTA SENDO VITIMA E VOCÊ PODE AJUDAR, OBSERVE O COMPORTAMENTO DELE... VERIFIQUE SE ELE(A) NÃO ESTA FAZENDO DANOS NO SEU PRÓPRIO CORPO... IMAGENS ABAIXO:

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50 desafios do jogo Baleia Azul – Em inglês:


1. Carve with a razor “f57” on your hand, send a photo to the curator.

2. Wake up at 4.20 a.m. and watch psychedelic and scary videos that curator sends you.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Porque as pessoas mentem


Porque pessoas mentem
A verdade… ou a Mentira
Muitas vezes durante o dia nos pegamos contando pequenas mentiras, ou percebemos que algumas pessoas mentem muito: contam histórias mirabolantes ou histórias totalmente coerentes. Porém, após um tempo, descobrimos a verdade.
Perceber que uma pessoa está mentindo pode ser uma tarefa difícil. Muitas vezes o mentiroso acredita em sua própria mentira. O que geralmente se ouve no consultório: “eu não minto nunca”, ou “me senti muito triste por perceber que esta pessoa que eu confiava tanto mentiu”. Isso é muito mais comum do que imaginamos.

Por que a pessoa está mentindo para você

O primeiro passo para entender o comportamento de alguém que mente é entender o porquê dessa pessoa estar mentindo e qual a razão para ela se comportar dessa forma. A mentira é um tema de interesse para diversas áreas da sociedade.Frequentemente programas de TV tentam identificar pessoas que mentem, e na ciência como fonte de pesquisa, que objetivam responder o motivo pelo qual o ser humano mente.
Segundo Pereira, Brasileiro, Brachi e Albuquerque (2006) há muito tempo cientistas pesquisam sobre a mentira. Este comportamento possui diversas explicações metodológicas. E, em algumas dessas pesquisas, cientistas colocaram na prática a observação e efeito da mentira no organismo dos seres humanos.
Segundo Sidman (1999), existem agentes de controle como educação, religião, governo e sociedade. Esses agentes controlam os comportamentos dos indivíduos aumentando a probabilidade de mentir diante de algumas situações, ou de falar a verdade, pois quando nos sentimos controlados por algo nos limitamos a ser verdadeiros por medo de uma possível ameaça.
Os indivíduos que na sociedade se inserem controlam os comportamentos uns dos outros, gerando consequências boas ou ruins. São essas consequências que diante da sensibilidade do indivíduo aumentam ou não a possibilidade de acontecer novamente, ou seja, um comportamento reforçado haverá maiores possibilidades de ser mantido, e um comportamento punido ou reforçado negativamente obtém menores chances de se manter no ambiente, considerando que o indivíduo possui uma história de vida e uma história de relação com o ambiente.
Diante dessa relação, os indivíduos aprendem novas formas de se manter no ambiente de maneira segura, sem coerção. Entretanto, esta forma não é a forma mais segura. E obter reforçadores positivos não é sinônimo de comportamentos adequados ou assertividade do sujeito. Sendo assim, o indivíduo busca várias formas de evitar “problemas” ou fugir deles.
A mentira pode ter algumas explicações, como por exemplo, uma forma de fugir de um controle, de alguém que ameaça e dá bronca; ou uma forma de fazer com que o indivíduo sinta-se melhor diante de suas fraquezas. Algumas consequências desses comportamentos geram subprodutos (sentimentos). Ou seja, o sujeito que obtém reforçadores negativos, sendo eles broncas e castigos, provavelmente emitirá comportamentos de esquiva ou fuga. Estes comportamentos poderão ser mantidos se o agente controlador continuar emitindo comportamentos que punam o sujeito.
Ao longo do tempo essas consequências podem fazer o sujeito medroso e ansioso. Então, onde a mentira ocorre para que o sujeito evite punição, pode-se nomear como uma forma de “contra controle” para o sujeito que tenta incessantemente cessar esta forma de “choque” em comportamentos.
Quando a ideia é facilitar a vida, pode-se entender como as contingências da vida de um sujeito na sociedade podem ter consequências diversas. Neste caso a mentira está relacionada com as contingências sociais e o controle, pois diante do aprendizado que o indivíduo agrega ao longo de sua vida, controlar pode se tornar uma das funções de suas relações com o ambiente.

Explicações para uma mentira

A mentira pode ser relacionada a algumas situações em que a pessoa percebe estar sendo ameaçada por outra. Essa ameaça pode ser bronca, um castigo, ou a retirada de algo bom na vida daquela pessoa. Podemos exemplificar com a ameaça de uma namorada ao namorado: “se você sair com seus amigos hoje a noite eu irei para a balada com minhas amigas”. Dessa forma o namorado se sentirá ameaçado e responderá “tudo bem, vou ficar em casa”, porém o namorado está mentindo e irá para um bar com os amigos depois que a namorada já não poderá mais encontrá-lo. Neste caso, o namorado evitará o término do namoro e ainda conseguirá fazer o que deseja.
A criança quando ameaçada também agirá de forma defensiva, como exemplo a mãe diz: “se você não comer frutas na escola, não ganhará aquele presente”, e então a criança na hora do intervalo pega sua maçã e joga no cesto de lixo. Essa criança evitará bronca e receberá o presente esperado. É evidente que a maçã não é nada atrativa no intervalo da escola.
A mentira é um objeto de estudo, na qual é tratada como algo errado, pois gera consequências negativas na vida do individuo, contanto que este seja descoberto. Se o individuo mantém suas mentiras em sigilo, provavelmente não será punido, mesmo sabendo que mentir pode trazer consequências negativas. Por essa razão, muitas vezes, ao mentir, algumas crianças são reforçadas por este comportamento, pois as pessoas podem dizer: “que bonitinho”, ou apenas reforçar a mentira “você tem 20 cadernos coloridos! Que legal”. Dessa forma o comportamento verbal possui uma imensa importância nesta pesquisa, pois verbalizar ao positivo ou negativo diante de uma mentira pode trazer consequências ao sujeito chamado pela sociedade de “mentiroso”.
Em síntese, quase todas as pessoas mentem todos os dias, ou já mentiram. Contudo, precisamos entender: por que essa pessoa mente? Para controlar os outros? Para deixar feliz quem ama? Ou para fugir de algo ruim? Quais são os valores da verdade para o mentiroso? Talvez esta pessoa ainda não saiba as consequências de suas mentiras.
Esta resposta podemos encontrar através de uma análise funcional do comportamento de quem está vivendo sob mentiras. Ao perceber esta situação, precisamos analisar o quanto as mentiras de seu parceiro ou filho estão atrapalhando no dia-a-dia.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Encontrado corpo da garota de 15 anos que estava sumida, suspeita de praticar “Baleia Azul”

De acordo com a Polícia Civil (PC), a garota é Ana Vitória Sena de Oliveira, de 15 anos, que desapareceu na última segunda-feira (17), na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia.

A família suspeita que o sumiço tenha relação com o jogo da “Baleia Azul”. A delegada Adelina Raujo confirmou que o corpo pertencia a Ana Vitória e que a garota apresentava vários cortes nos braços próximos da região dos pulsos. Ela vestia short jeans, camisa preta. Adolescente havia deixado uma carta de despedida que avisava aos familiares que pularia da Ponte Presidente Dutra, que liga as cidade pernambucana de Petrolina a Juazeiro, na Bahia . “Ela deixou uma carta, pedindo dizendo desculpa e disse que iria pular da ponte que liga Juazeiro a Petrolina. Nós mexemos no celular dela e achamos no WhatsApp as mensagens do jogo da Baleia Azul”, relatou a irmã da garota, Maria Daniela Sena

Ana Vitória Sena de Oliveira morava junto com a irmã Maria, um irmão e a mãe, no Residencial Itaberaba 2, em Juazeiro, na Bahia. A reportagem ouviu especialistas que dão dicas de como lidar com o tema:


1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades. “Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”. “Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustrações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, afirma Elizabeth.
Ângela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.” Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. “Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe.”

4. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth.

5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. “Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem”, afirma Elizabeth. Alguns colégios, já cientes da rivalização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidado da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de “contra-jogo” da Baleia Azul. “O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la”, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.
Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral. Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. “Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida.”

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Av 2 - PED - 6 Sem - Ensino da Educação Física Escolar

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1)
A educação física escolar no Brasil apresentou predominância de diferentes vertentes metodológicas, mas sempre dependente dos interesses político-econômicos e da ideologia dominante em cada época. Em seu início nas escolas, era comum o ensino de qual conteúdo nas aulas? Alternativas:
  • a) Esporte
  • b) Ginástica
  • c) Dança
  • d) Jogo
  • e) Lutas e expressão corporal
2)
A busca de uma compreensão de nossa motricidade remonta desde a pré-história e conforme o tempo foi passando as civilizações foram inserindo diferentes objetivos às práticas corporais. Nesse sentido, a sociedade ocidental grega dava qual enfoque a Educação Física?

Assinale a alternativa correta.Alternativas:
  • a) O exercício físico era deixado de lado por considerarem o culto ao corpo pecado
  • b) As lutas de gladiadores eram o ápice dessa cultura
  • c) O culto ao belo não era o padrão cultural dessa sociedade
  • d) A prática de exercícios físicos possibilitava somente a formação do físico do indivíduo
  • e) O cuidado com o corpo por meio da prática dos exercícios físicos possibilitava a formação do espírito e da moral para além do físico
3)
A Educação Física Escolar tal como a concebemos hoje tem suas raízes na Europa - fins do século XVIII e início do século XIX - com a criação dos chamados Sistemas Nacionais de Ensino, que possuíam caráter bastante abrangente (SOARES, 1996). 
SOARES , C. L. Educação física escolar: conhecimento e especificidade. Rev. Paul. Educ. Fís., São Paulo, supl.2, p.6-12, 1996. 
Com base nesta temática, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F): 

(  ) Os métodos ginásticos sueco, francês e alemão, inseridos no ambiente educacional, tinham a preocupação de desenvolver atletas para participar de competições. 
(  ) A ginástica na escola, em seu início, também teve o propósito de resolver problemas de saúde pública, pois cabia ao governo, por meio da educação, tentar minimizar os problemas de saúde da população em geral. 
(  ) Os exercícios ginásticos eram organizados e planejados com base nos conhecimentos de anatomia e fisiologia e buscavam a melhora da condição física dos alunos.

Assinale a alternativa que possui a sequência correta:Alternativas:
  • a) V, V e F
  • b) V, V e V
  • c) V, F e V
  • d) F, V e V
  • e) F, F e F
4)
Leia atentamente o trecho abaixo e responda a questão referente à estruturação de planos de aula em Educação Física escolar para Educação Infantil e Anos iniciais do Ensino Fundamental. 

“Proponha que a turma vivencie várias maneiras de pular corda: uma criança por vez, em dupla e em trios. Também é possível brincar diversificando as regras, como pular ao ritmo de uma parlenda ou pular tocando a mão no chão. Converse com o grupo sobre outras brincadeiras que podem ser realizadas com o objeto: chicote queimado (uma criança gira a corda rente ao chão e as demais pulam), aumenta-aumenta (duas seguram as pontas da corda e vão levantando gradativamente para que as outras saltem) e cabo de guerra” (FONTE: Nova Escola - Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/experimentacao-brincadeiras-corda-607732.shtml).

De acordo com as informações contidas nesse trecho, podemos afirmar que essa aula de Educação Física tem como principal objetivo para os alunos:Alternativas:
  • a) Aprimorar a flexibilidade, pois esta é a principal estrutura capacitativa solicitada nas atividades com corda
  • b) Melhorar o condicionamento físico (resistência cardiorrespiratória) por meio de brincadeiras diferentes e contínuas sobre essa habilidade
  • c) Executar saltos com a corda, o maior número de vezes e em diferentes atividades, visando entender como essa habilidade é realizada por meio da repetição
  • d) Experimentar diferentes brincadeiras com corda, visando reconhecer e compreender as diferentes manifestações culturais e corporais do homem em movimento
  • e) Realizar atividades de maneira individual, pois essa estratégia é a mais adequada para entender o movimento do corpo com a corda, para realizar o salto
5)
Podemos afirmar, que planejar é antecipar uma ação e isto é necessário na disciplina de Educação Física bem como nas demais. Quando antecipamos uma ação, minimizamos os erros, pois há uma previsão de acontecimentos. Dentre os itens que compõem um plano de aula, existem duas etapas que devem tornar-se referência para o professor, atuando como ponto de partida para a estruturação das etapas posteriores. São eles:Alternativas:
  • a) O conteúdo a ser aplicado e os objetivos que ele quer alcançar
  • b) Os materiais que ele vai utilizar e o conteúdo a ser aplicado
  • c) As atividades que ele vai aplicar e as formas de avaliação
  • d) A forma de avaliação e os materiais a serem utilizados
  • e) A descrição da atividade e os conteúdos a serem aplicados

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MECANISMOS DE DEFESA DO CICLO DE VIDA

 I -   Defesas  Narcísicas

§     Negação: evitar a percepção de algum aspecto doloroso da realidade, negando dados sensoriais. Afeta mais a percepção da realidade externa do que da realidade interna. Não é necessariamente psicótica, podendo estar a serviço de objetivos adaptativos ou neuróticos.
§      Projeção: perceber e reagir a estímulos internos inaceitáveis e seus derivados como se estivessem fora do self  (eu).  Pode levar a delírios francos sobre a realidade externa, usualmente de cunho persecutório; inclui tanto a percepção de seus próprios sentimentos em outros como agir em função dessa percepção.
§     Distorção: reformular grosseiramente a realidade externa no sentido de enquadrá-la aos desejos internos, podendo incluir crença irreal megalomaníaca, alucinações e delírios, utilizando sentimentos delirantes de superioridade ou autoridade.
II - Defesas  Imaturas
§      Atuação (acting-out): expressão direta de um desejo ou pulsão inconsciente para evitar a consciência do afeto associado a eles.  A fantasia inconsciente é vivida de modo impulsivo, gratificando mais o impulso do que a sua proibição.   Inclui agir para evitar a tensão que resultaria se o impulso fosse postergado.
§     Bloqueio:  inibição usualmente temporária dos afetos, pensamentos ou impulsos.
§     Hipocondria: transformação da censura alheia em autocensura e queixas de dor e enfermidade somática, como consequência de privação, solidão ou pulsões agressivas inaceitáveis.
§     Introjeção: internalização das características de um objeto amado, visando a aproximar-se deste e manter sua presença.   A introjeção de um objeto temido, pela internalização das suas características agressivas, leva a um controle da agressão.
§     Comportamento passivo-agressivo: agressão para com o objeto, manifestada de forma indireta e ineficaz por meio de passividade, masoquismo e voltando-se contra si mesmo.
§      Projeção: atribuição aos outros dos próprios sentimentos inaceitáveis. Inclui preconceitos, rejeição, suspeita, excessiva cautela contra perigos externos, etc.
§      Regressão: retorno a um estágio anterior do desenvolvimento devido à dificuldade de enfrentar as ansiedades e desafios atuais. Inclui um retorno a pontos de fixação primitivos e incorporação de comportamentos já abandonados.
§      Somatização: conversão defensiva de derivados psíquicos em sintomas corporais
III - Defesas Neuróticas
§     Controle: tentativa exagerada de manejar ou regular os acontecimentos ou o ambiente externo com o objetivo de minimizar a ansiedade e resolver conflitos internos.
§     Deslocamento: sentimentos vinculados a um objeto são redirecionados a outro (p. ex. fobias).
§     Dissociação: modificação do caráter de uma pessoa ou de seu sentimento de identidade a fim de evitar angústia. Separa ativamente sentimentos, representações do self ou do objeto contraditórias como bem-mal, prazer-desprazer, etc.
§     Intelectualização: controle dos afetos e dos impulsos pensando sobre eles, mas não os experimentando.
§     Isolamento: divisão intrapsíquica ou separação entre o afeto e seu conteúdo, levando à repressão da idéia ou afeto ou ao deslocamento do afeto para um conteúdo diferente ou substituto.
§     Racionalização: aplicação de justificativas incorretas ou uso de sofismas convincentes para explicar atitudes, crenças ou comportamentos inaceitáveis de outra forma.
§     Formação reativa: expressão de sentimentos inaceitáveis de uma forma antitética ou oposta.
§     Repressão ou recalque: expulsão de uma idéia ou sentimento da percepção consciente para o inconsciente.
§      
IV - Defesas Maduras

§     Altruísmo: satisfação vicária construtiva e gratificante das pulsões por serviços prestados aos outros.
§     Ascetismo: gratificação derivada da renúncia do prazer atribuída a uma experiência em favor de valores morais.
§     Humor: capacidade de fazer graça de si mesmo sem incômodo pessoal e sem causar desprazer nos demais.   Permite que se tolere o que parece ser terrível de ser suportado.
§     Sublimação: gratificação de uma pulsão cuja finalidade é preservada, mas cujo alvo ou objeto é convertido de socialmente objetável em socialismo valorizado.   Permite que as pulsões sejam canalizadas em vez de reprimidas ou desviadas.
§     Supressão: decisão consciente ou semiconsciente de adiar a tenção para um impulso ou conflito consciente.

§     Representações  da  gestante  como  mulher    e  mãe.
§     Fantasias  a  respeito  do  filho  e  da   sua identidade  futura.
§     Antecipações  de  dificuldades  profissionais  e no  relacionamento  com  omarido.
§     Medo  da  própria  morte  e/ou  do  bebê  no  parto,  bem  como  de malformações

Durante   o   processo   do    divórcio    observam-se    minicrises previsíveis  para  as quais  os  adultos  devem  estar  preparados  (Seibt, 1996) :  
1. no momento da decisão de separar-se;  
2. quando a decisão é comunicada à família e aos amigos;
3. quando se discutem dinheiro e visitas;
4. quando a separação física acontece;
5. quando o divórcio legal é assinado;
6. quando assuntos precisam ser renegociados, como, por exemplo, dinheiro e visitas e  quando um dos pais começa a namorar;
7. quando se comemoram aniversários, formaturas e outros acontecimentos importantes (um dos dois casa novamente, por exemplo).  

EXPRESSÃO  GRÁFICA  

§     O domínio do traço oblíquo: a criança vai mais além do desenho do quadrado, da cruz, do círculo e do triângulo para o desenho do losango e do “x”.
§     O detalhamento e a coordenação das estruturas do desenho da figura  humana: surgem  atributos  como mãos  e  olhos  e  posicionamento  adequado  do pescoço e dos  diferentes  segmentos  do  corpo.
§     O aparecimento no desenho do movimento e de interações:  a  criança  se expressa  mais  pelo desenho do  que  pelo  relato  de  fatos.
§     A  noção  de  profundidade  e  de  sombreado:  noções que  surgem  ao  final  e indicam  mudança  no  sentido  da  aquisição  de  perspectiva  tridimensional.

AS  TAREFAS  EVOLUTIVAS  DA  MEIA-IDADE  
§     aceitação do corpo que envelhece;
§     aceitação da limitação do tempo e da morte pessoal;
§     manutenção da intimidade;
§     reavaliação dos relacionamentos;
§     relacionamentos com os filhos: deixar ir, atingir igualdade, integrar novos membros;
§     relação com seus pais: inversão de papéis, morte e individuação;
§     exercício do poder e posição: trabalho e papel de instrutor;
§     novos significativos, habilidades e objetivos dos jogos na meia-idade;
§     preparação para a velhice.

MEDIDAS PREVENTIVAS
§     Manter a saúde física com a prevenção das doenças degenerativas;
§     Independência  econômica;
§     Ter  seu  próprio  espaço  físico  ou  moradia;
§     Ter  laços  de  amizade  e  vínculos  fortes  com  a  família;
§     Manter um relacionamento íntimo com um(a) companheiro(a);
§     Ter  um  vínculo  com  a  comunidade;
§     Manter-se  sempre  ocupado  e  com  planos  para  o  futuro;
§     Se possível, manter um vínculo com seu antigo trabalho ou  profissão;
§     Buscar  ajuda  na  comunidade;
§     Praticar  exercícios,  manter  uma  atividade  física  regular.

TAREFAS EVOLUTIVAS DO 
ADULTO JOVEM (20 A 40 ANOS)  

      1. Desenvolvimento de um sentido do self e do outro – a terceira individuação, com busca do preenchimento das lacunas deixadas pelas duas outras (infância e adolescência).  Ele permite uma separação psicológica dos pais da infância e uma (relativa) auto-suficiência no mundo adulto; facilita a relação de reciprocidade com os pais.  
     2. Desenvolvimento de amizades adultas, mais difíceis de serem mantidas, diferentes daquelas da adolescência. Amizades com pessoas de diferentes idades, e de diferentes backgrounds.  (“Não vale” só pessoas da mesma idade, da mesma profissão, do mesmo nível sócio-econômico-cultural, etc.)
3. Desenvolvimento da capacidade para a intimidade emocional e sexual.  Rever a crise conforme Erikson: intimidade versus isolamento (resultado: amor e filiação).
4. Tornar-se pai ou mãe em termos biológicos e psicológicos, capacidade esta baseada em antecedentes ou conquistas desenvolvimentais prévias: identidade de gênero nuclear na infância, consciência da diferença entre os sexos, resolução saudável do Édipo, integração, na fase da latência, de atitudes pessoais, familiares e sociais em relação à masculinidade e feminilidade, evolução da vida sexual na adolescência e experiências evolutivas de sexo e intimidade na fase de adulto jovem. (Engravidar pode até ser fácil; difícil é ser pai ou mãe).
5. Formação de uma identidade profìssional adulta, encontrando um lugar gratificante no mundo do trabalho (atenção para as diferenças entre trabalho, emprego e subemprego na nova economia). 
6. Desenvolvimento de formas adultas de brincar.  Manter-se em contato com "a criança de cada um de nós" ;  não esquecer que o brincar é a base do inventar, do criar, do descobrir, essenciais na atividade artística e científica.
7. Tomada de consciência da limitação do tempo e da morte pessoal, de forma integrada. (Rever a hipótese de Elliot Jaques: auge versus morte nas pessoas criativas entre os 35 e 39 anos.)

CARACTERÍSTICAS QUE SUGEREM PROVÁVEL ETIOLOGIA
PSICOSSOCIAL DOS SINTOMAS   

§     A história e a descrição do sintoma não caracterizam nenhuma doença familiar para o médico.
§     A descrição do sintoma parece exagerada ou afetada, e imagens floridas são empregadas para descrever a queixa.
§     Queixas somáticas múltiplas, envolvendo vários sistemas, são relatadas.
§     O tipo da queixa física indica, por si só, alta probabilidade de etiologia psicogênica (por exemplo, dor abdominal recorrente, cefaléia crônica, hiperventilação, tonturas, etc).
§     A queixa é acompanhada de outros sinais e sintomas de natureza vegetativa (sudorese, palidez, tonturas, taquicardia, polaciúria, etc), e/ou de queixas vagas como fadiga, dores difusas, distúrbios do apetite e do sono.
§     O paciente parece indiferente ou pouco preocupado com a existência do sintoma, apesar da aparente gravidade deste, ou, ao contrário, sua preocupação é desproporcionalmente intensa para um sintoma pouco significativo.
§      As queixas surgiram após um evento ou situação estressante.
§     Os sintomas do adolescente se assemelham aos de alguma pessoa (pais, irmãos, parentes, amigo, vizinho) que faleceu recentemente ou está com alguma doença grave.
§     Há conflito familiar (desarmonia, drogadição, separação, doença grave, morte, etc), abuso sexual, e/ou história de queixas somáticas freqüentes nos pais.
§     O adolescente e/ou seus pais notam a relação entre a sintomatologia e eventos (ou situações) estressantes, e/ou sintomas emocionais com ansiedade, medo, tristeza, raiva, etc.
§     O adolescente e/ou seus pais relutam em aceitar a associação etiológica do sintoma físico com os fatores psicossociais, quando esta parece óbvia para o médico.
§     A sintomatologia física é acompanhada de sinais e sintomas de um distúrbio afetivo, como depressão, ou de ansiedade, ou de distúrbio de conduta, e/ou de condições como abuso de drogas, ideação suicida, ou preocupação exagerada com a morte.
§     A sintomatologia física parece trazer ganhos secundários desejados pelo adolescente, como faltas à escola ou à competição esportiva, maior atenção da família, menor responsabilidade, etc.
§     As queixas físicas motivaram freqüentes faltas à escola ou ao trabalho, e essas faltas não foram mencionadas pelo paciente.
§     O adolescente foi visto com a mesma queixa por vários médicos e/ou atendido várias vezes em pronto-socorros, e/ou realizou vários exames complementares, e/ou tomou vários medicamentos, sem melhora da sintomatologia.
§     A sintomatologia melhora após uma ou mais entrevistas de apoio, e/ou após medicação placebo, e/ou após exames que resultaram normais.